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Quais estúdios de games a Microsoft realmente pode comprar?

Quais estúdios de games a Microsoft realmente pode comprar?

Cyberpunk-2077

A Microsoft não possui o console mais vendido. O chefe do Xbox, Phil Spencer, disse em novembro do ano passado que a gigante de Redmond está buscando melhorar sua capacidade de “criar conteúdo” – isto é, aumentar a produção de jogos dos seus próprios estúdios. Uma maneira rápida e fácil de fazer isso é comprar os estúdios ou os editoras, e os rumores sugerem que a PUBG Corp., EA e Valve estão na mira.

O principal objetivo da Microsoft é criar terreno contra a Sony, além de atrair o público do PC. A Microsoft tem muitos bons estúdios como a 343, Rare e Turn 10, mas sabemos que isso pode melhorar ainda. Imagine, Cyberpunk 2077 como um exclusivo da Microsoft Store para PC e Xbox One. Tente não desmaiar.

Então, esta é a Microsoft, ela está entediada e possui alguns dólares na carteira. Vamos às compras.

Bioware

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Um rumor sobre a compra da EA já não é mais novo, mas se Microsoft preferisse dar mordidas menores? O nome BioWare ainda carrega algum peso, mas Mass Effect: Andromeda não teve um impacto real. Há também um pouco de história aqui: o Mass Effect foi originalmente exclusivo para Xbox 360. É um link tênue, sim, mas a Microsoft publicou um jogo Bioware antes.

A maior questão é: a EA já se separará da Bioware? Dada a sua longa história de encerramento de estúdios e pouca histórico de vendas, parece improvável. Mas quem possui dinheiro para compra a EA, certamente poderia comprar um estúdio dela e Dragon Age é promissor.

Ubisoft

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Este seria um golpe dramático. A Ubisoft tem franquias bem estabelecidas entre Assassin’s Creed, The Division, For Honor e Watch Dogs, e um sucesso no esports com Rainbow Six Siege. Ele também possui a Ubisoft Store, que não é exatamente o Steam.

Como uma solução pela busca de exclusivos, a Ubisoft oferece mais credibilidade (ou, no mínimo, está mais “respeitada” pelos jogadores) do que a EA a um custo menor se configurando uma solução mais flexível. Qualquer aquisição de uma grande editora como a Ubisoft seria repleta de riscos e viria acompanhada de imensas implicações, mas se a Microsoft for comprar algo realmente grande, minha aposta é que será a Ubi.

CD Projekt

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A CD Projekt não tem a variedade da Ubisoft, mas tem credibilidade com os jogadores. The Witcher é uma das maiores franquias de RPG de todos os tempos. O Cyberpunk 2077 é um dos jogos mais esperados em anos. Ironicamente, a verdadeira joia da CD Projekt é o elemento que provavelmente é de menor valor para a Microsoft: a GOG é a única loja digital não-Steam que as pessoas parecem gostar.

Em larga escala, a aquisição da CD Projekt refletiria um acordo de sucesso da Microsoft, assim como foi como a Mojang: Inesperado e caro, mas também é mais arriscado. The Witcher e o Cyberpunk, obviamente, não têm o apelo universal de Minecraft, mas comprar a CD Projekt iria elevar o status dos exclusivos da Microsoft.

Bungie … novamente

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Mais de uma década depois de sair das mãos da Microsoft, a Bungie estaria disposta a retornar? É uma verdade universal de que todos têm um preço, e a Microsoft pode pagar por isso. Reunir Bungie com Halo seria um grande golpe, em um mundo ideal, iria oferecer a Bungie os recursos necessários para construir um jogo no universo Halo.

A Bungie se desligou da Microsoft por um motivo, e enquanto há muitas coisas boas alcançadas pela liberdade, os mares da independência não são tão tranquilos. Mas há um grande obstáculo, o contrato da Bungie com a Activision. Conforme detalhado pelo LA Times, esse contrato abrange quatro jogos, mais DLCs de diferentes tipos para cada um, com uma programação provisória de lançamento até 2020. Os contratos podem ser comprados, mas você pode apostar que este não seria barato.

Epic Games

fortnite

A Microsoft tirou Gears of War das mãos da Epic alguns anos atrás, mas o que realmente faz a compra atraente é o poderoso e poderoso Unreal Engine, que a Microsoft poderia licenciar (ou não) como achar conveniente, além do Fortnite Battle Royale, o jogo de batalha multiplataforma que cresceu muito no espelho retrovisor do PUBG.

Como um bônus lateral, é uma oportunidade para convencer Tim Sweeney de que a UWP na verdade não causará o monopólio.

Studio MDHR

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Cuphead vendeu mais de um milhão de cópias no PC sozinho e, mais importante, demonstrou um compromisso impressionante e inabalável com a arte. A Microsoft claramente acreditava no jogo, ajudando a financiar sua produção. Para comprar o MDHR não precisaria de muito dinheiro, mas caso a Microsoft não compre outro poderá compra-lo.

Valve

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Gabe Newell é um ex-Microsoft, mas ele está saiu há mais de 20 anos, o que quase certamente significa que qualquer conexão familiar que ele pode ter sentido já se foi. Ele também é uma das pessoas mais ricas da América (literalmente), e a Valve é uma empresa privada. Bem, esta compra seria difícil, mas não impossível.

A Valve está acomodada com Dota 2, seu sucesso mais recente, e acredite, foi criado há acerca de cinco anos. A compra tornaria a Microsoft dona da maior distribuidora de jogos do PC, e assim teria um valor inestimável para o UWP. A compra não seria só boa para o Xbox, mas para o Windows em si.

Outro ponto importante para os jogadores, possivelmente teríamos novos jogos como Half-Life 3 ou L4D. A Valve apostou em coisas diferentes e interessantes: Steam Machine, VR, e talvez haja um gancho tecnológico que a Microsoft ache atraente. Nada disso realmente importa de qualquer maneira se Newell não quiser vender, mas para o Windows e Xbox seria uma compra fantástica que abriria muitas possibilidades.

Além disso, a Sega foi até a Microsoft recentemente, e muitos já especulam que algum dos seus estúdios, ou a própria Sega inteira poderia estar sendo avaliada pela Microsoft. O certo é que Phil Spencer anunciou que grandes aquisições poderão acontecer, só resta aguardar para saber se algum desses poderão se juntar a legião da Microsoft Studios.

A Microsoft tem muitos estúdios no seu “cardápio”, qual deveria escolher?

Jorge Henrique
Sou advogado, jornalista e fã da plataforma Windows há cerca de 10 anos. Faço cobertura em eventos e estou diariamente atento a respeito do universo da Microsoft no que tange aos produtos para os consumidores. Respondo como editor-executivo do Windows Club. Estou no Facebook e no Instagram a sua disposição.

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