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Aos 10 anos, iPhone continua consagrado, e propiciou um capítulo obscuro para o Windows

Aos 10 anos, iPhone continua consagrado, e propiciou um capítulo obscuro para o Windows

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Sim, o iPhone mudou o mundo, e a Apple, mesmo após 10 anos do seu lançamento, continua como a fabricante líder em lucros. Dessa vez, a história foi muito diferente e ingrata com a Microsoft e a Nokia, as duas gigantes acabaram por desfazer a aliança enquanto o iPhone e Android ganharam força.

Claro, não foi por falta de qualidade que isso aconteceu, tanto a Microsoft quanto a Nokia têm muitos consumidores fiéis, mas o problema foi a demora do Windows Phone chegar ao mercado, e a demora de ambas no contra-ataque ao iPhone, deixando a até então “gambiarra” do Android crescer e se tornar a única solução viável para combater o sucesso estrondoso da Apple.

Nos PCs, a Microsoft conseguiu fazer o dever de casa, e até nos consoles, quem diria, a Microsoft chegou tarde mas é um dos grandes destaques da industria, o problema foi nos smartphones. Claro ainda, para nós, o Windows Phone era e é ótimo, é questão de gosto. Contudo, os privilégios da Nokia foram altos e a Samsung (entre outras) conseguiu disseminar muito bem o Android. Enfim, após 10 anos, nada mudou.

iPhone

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“De vez em quando aparece um produto revolucionário que muda tudo. Hoje a Apple irá revolucionar o telefone”. Foi dessa forma que Steve Jobs deu início à conferência Macworld, em São Francisco, palco em que foi apresentado o primeiro smartphone da Apple, o iPhone 2G.

O evento aconteceu em janeiro de 2007, mas o aparelho só passou a ser comercializado em 29 junho daquele ano, há uma década. O truque da Apple foi implementar a tela sensível ao toque e acabar com o teclado no corpo do aparelho, usando a ferramenta apenas quando necessário. Inovação que levou holofotes para o iPhone.

Nem tudo são flores

Apesar de ser sinônimo de revolução, o iPhone não é o smartphone mais comercializado no país. Tanto que em 2016 a Apple perdeu 50% dos clientes no Brasil, de acordo com dados da consultoria Counterpoint. A parcela de mercado da empresa passou de 8,3% em 2015 para 3,8% no ano passado.

Mesmo com os contantes lançamentos, o iPhone não revoluciona há algum tempo. Para Alessandro Affonso, a última grande revolução da marca foi em 2013, com o iOS 7. “Foi quando a Apple deixou o visual antigo e criou um layout mais limpo, foi um choque tremendo”.

É nesse cenário que a empresa traz ao mercado o iPhone 8 – depois do lançamento do novo iOS 11, que promete ao consumidor a experiência de realidade aumentada e uma Siri mais interativa.

A falta que Steve Jobs faz

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“Ele era a grande cabeça, inspirador de tudo e tinha uma visão de mundo muito diferente do resto. Hoje em dia estão mais preocupados com a concorrência do que propor coisas novas e revolucionárias. A Apple perdeu muito com a saída do Steve Jobs”, disse Affonso.

Queremos e teremos a glória da Microsoft e Apple disputando tal mercado

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A Microsoft não quer mais ouvir a palavra “smartphone“, a empresa não produz mais tais dispositivos a um bom tempo. Contudo, prometeu que criará uma nova categoria de dispositivos com uma forma totalmente diferente dos atuais telefones. A Redmond quer fazer o que a Apple fez há 10 anos, ou melhor, fazer o que a família Surface tem feito nos últimos anos ao lançar produtos como Surface Pro, Surface Book, Surface Laptop e o Surface Studio. Tais produtos são sucessos ao gerar lucros diretos e indiretos para a empresa de Bill Gates.

Ainda não sabemos quando a Microsoft irá lançará isso, mas certamente poderá rodar programas e jogos de PCs. A forma poderá ser dobrável e o processador poderá ser ARM. Segundo os rumores é mais ou menos isso o que deverá ser anunciado.

Em suma, vamos dar os parabéns para a Apple, pois conseguiu ser uma das poucos a lucrarem muito com tal mercado tão saturado nos dias de hoje. Mas os consumidores ainda precisam da Microsoft para, quem sabe, criar uma nova revolução e nos tirar da mesmice. O duelo de ambas é algo marcante para a tecnologia e que nunca deverá ter um fim, para o bem de todos.

Jorge Henrique
Sou advogado, jornalista e fã da plataforma Windows há cerca de 10 anos. Faço cobertura em eventos e estou diariamente atento a respeito do universo da Microsoft no que tange aos produtos para os consumidores. Respondo como editor-executivo do Windows Club. Estou no Facebook e no Instagram a sua disposição.