Carregando...
0 1

Após criação da divisão dos jogos em nuvem, Microsoft sai em defesa do mercado de consoles tradicionais

Após criação da divisão dos jogos em nuvem, Microsoft sai em defesa do mercado de consoles tradicionais

xbox-nuvem

Muitos gigantes da indústria dos games já estão criando seus serviços de jogos em nuvem, e isso inclui a Sony e a Nvidia. Como esperado, a Microsoft não deverá ficar de fora dessa nova forma de oferecer jogos, e um passo importante para tal foi o anúncio da recém criada divisão de jogos em nuvem (cloud gaming).

Porém, o mercado tradicional de consoles está morrendo? No futuro, vamos o hardware físico irá acabar e tudo permanecerá na nuvem? Tudo será serviço? Bem, diante todas essas questões, a Microsoft deu a sua visão sobre o assunto.

Neste artigo da Gameindustry, vimos uma entrevista com Kevin Gammill, responsável pela seção de jogos da Microsoft na nuvem. A partir desta conversa, coletamos algumas frases muito interessantes, como a forma que a empresa planeja alcançar todos os clientes. Existem 2 bilhões de potenciais jogadores a serem alcançados e a ideia é alcançá-los com jogos, serviços e serviços oferecidos aos desenvolvedores.

Ou seja, lucros podem ser oriundos diretamente de jogos como Minecraft, em que cada um dos 144 milhões de jogadores em todas as plataformas pertencem à Microsoft. Outra forma de monetização são os serviços ao consumidor como Xbox Live, Game Pass ou Mixer. Todo usuário que usa Mixer, independentemente da plataforma, será bom para a Microsoft. E, claro, lucros podem vim através dos serviços oferecidos pelas diferentes empresas adquiridas ao longo deste tempo ao desenvolvedores de videogames. Se um jogo usa o Simplygon para o seu desenvolvimento ou os serviços na nuvem do Azure ou PlayFab, usado em quase 1200 jogos atualmente, também é vantagem pela Microsoft.  Agora ficou fácil entender como a Redmond quer alcançar os 2 bilhões de jogadores.

A visão é ambiciosa, mas eles também não querem deixar de lado o negócio do console. De acordo com Gammill, a experiência premium que o Xbox One X fornece será difícil de substituir com um serviço de streaming e eles querem que isso continue desse jeito:

Não estamos abandonando o negócio do console de forma alguma. Continuaremos investindo lá. A experiência premium hoje é oferecida pelo Xbox One X, e esperamos que continue sendo assim nos próximos anos. Mas quando você pensa sobre como vamos aumentar nossos negócios, precisamos pensar além dos consoles para ter sucesso.

Palavras interessantes da Gammill, que nos dão mais pistas sobre o futuro do Xbox, uma tranquilidade para os proprietários de um Xbox One e a certeza de que, como movimentos como a próxima E3 indicam, o interesse da Microsoft em estar na liderança nesta indústria em crescimento está aumentando.

A Microsoft é uma das empresas que dominam o seguimento, e esmagadora maioria da “estrutura” da internet é mantida por ela ou pela Amazon. Enquanto o Google domina com as propagandas visuais, os servidores que mantém a “internet de pé”, em boa parte, são da Microsoft e da Amazon. No aspecto de jogos para smartphones e consoles, inclusive Playstation, a Microsoft também lucra. Os consoles são mais um modelo de negócios da Microsoft na seção dos games, mas não o único. Como visto acima, a Microsoft continuará comprometida com a nuvem e com o hardware físico. Em suma, não importa o dispositivo ou a plataforma que você jogue, sem dúvida alguma, você contribui para que a Microsoft fique mais rica.

Jorge Henrique
Sou advogado, jornalista e fã da plataforma Windows há cerca de 10 anos. Faço cobertura em eventos e estou diariamente atento a respeito do universo da Microsoft no que tange aos produtos para os consumidores. Respondo como editor-executivo do Windows Club. Estou no Facebook e no Instagram a sua disposição.