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Diretor de God of War não quer que a franquia seja exclusiva do Playstation

God of War, 2018

Embora Kojima tenha pego muitos de surpresa ao anunciar recentemente que o Death Stranding será apenas um exclusivo temporário do PlayStation 4 e que em breve chegará aos PCs, muitos achavam que só poderia jogá-lo na plataforma da Sony, a verdade é que o anúncio da A 505 Games alimentou o desejo de alguns jogadores de PC de abrir as portas para que a empresa japonesa se torne multiplataforma. A verdade é que Cory Barlog, diretor do mais recente God of War, gosta da ideia.

A situação de God of War e Death Stranding é muito diferente. O primeiro é um jogo de uma marca Sony, produzido por um de seus estúdios internos; o segundo foi resultado de um acordo de colaboração entre a Sony e o estúdio externo Kojima Productions após a saída da Konami de Hideo Kojima. A Sony colaborou e muitos funcionários da Guerrilla Games trabalharam no título. Mas, é claro, não é um jogo cuja propriedade intelectual pertença à Sony.

No entanto, a verdade é que uma parte do público teve a percepção de que o jogo, por motivos práticos, era um título da Sony, pela estreita colaboração com Hideo Kojima.

Ao anunciar que o jogo da Kojima Productions chegará ao PC em junho de 2020, poucos querem especular com uma política multiplataforma da Sony para oferecer seus jogos também no PC, talvez replicando o impulso da Microsoft para desenvolvimentos conjuntos para o Xbox One e PCs que temos visto nos últimos anos. Mas a verdade é que os interesses de ambas as empresas no domínio dos computadores são muito diferentes.

O diretor de God of War, em qualquer caso, gosta da ideia de que o jogo chega ao PC. Isso não significa que isso aconteça, e a verdade é que hoje parece improvável, mas é curioso vê-lo com bons olhos.

Quando questionado na rede social Twitter sobre a possibilidade de seu God of War ingressar no catálogo de jogos para PC, Barlog diz que é algo que ele gostaria. Obviamente, a decisão não depende dele, mas inteiramente da Sony e Barlog não acredita que tenha o peso que Kojima tem para tornar isso possível. Essa é, no mínimo, uma boa estrategia do Barlog para satisfazer a maioria dos fãs do PC e, ao mesmo tempo, não azedar o dia para usuários que amam consoles PlayStation.

Apesar de tudo, devemos ter cuidado, pois o mercado de videogames está em uma fase de mudança: após a transição do modelo de distribuição física para a coexistência e crescente predominância até da compra de jogos na distribuição digital, agora está no horizonte o streaming.

Com o serviço PlayStation Now, a Sony permite que você desfrute de muitos jogos de consoles PlayStation, não apenas em um console, mas também no PC, inclusive seus exclusivos.

Se essas plataformas de streaming associadas a marcas de consoles acabarem sendo o formato dominante, talvez a barreira entre plataformas acabe se esvaindo nos próximos anos. Por enquanto, toda essa mudança ainda está longe, mas é claro que as novas tecnologias e seus novos modelos de negócios podem traçar uma imagem muito diferente na próxima década.

O que vocês acham? A indústria pode mudar?

Jorge Henrique
Sou advogado, jornalista e fã da plataforma Windows há cerca de 10 anos. Faço cobertura em eventos e estou diariamente atento a respeito do universo da Microsoft no que tange aos produtos para os consumidores. Respondo como editor-executivo do Windows Club. Estou no Facebook e no Instagram a sua disposição.