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Você não percebeu, mas a Microsoft se tornou uma máquina de criar jogos

Durante a geração passada, a Microsoft conseguiu trazer grandes jogos para o Xbox 360 graças a enormes parcerias com terceiros que realmente brilharam, e vimos títulos impactantes como Bioshock, Mass Effect, Gears of War, Left 4 Dead, Dead Rising, Forza Motorsport, Dead or Alive 4, Lost Odyssey e até Alan Wake. A mesma estratégia foi aplicada ao Xbox One, e apesar de ter contratado estúdios renomados para Quantum Break, Ryse, Sunset Overdrive, ReCore e tantos outros, estes jogos não foram sucesso em vendas e foram alguns duramente criticados pela mídia.

Ao término da geração do Xbox 360, a Microsoft se viu obrigada a comprar a franquia Gears, ou ela seria continuada no console Playstation, além de ver títulos importantes indo para outras plataformas como Bioshock e Mass Effect. Recentemente, vimos a empresa ceder os últimos direitos para que Alan Wake se tornasse de fato propriedade da Remedy.

Bem, toda “confusão” já são águas passas e a empresa está investindo não apenas compras de estúdios, mas também em fortalecê-los com grandes nomes da indústria, inclusive chegou a criar mais dois a partir do zero: The Initiative e Age of Empires. Ao todo, já são 15 estúdios que fazem parte da Xbox Game Studios, e parece que as aquisições não acabaram. A Microsoft não dependerá mais tanto de estúdios ou títulos terceirizados e passará a focar em sua própria casa. Entretanto, cabe notar que, apesar dessa nova estratégia a Redmond continua a criar parceiras com terceiros como é o caso de Blair Witcher, CrossfireX e Phantasy Star Online 2 ou Ori and The Blind Forest e Cuphead.

Em entrevista recente, Matt Booty, líder da Xbox Games Studios, afirmou que a empresa busca lançar ao menos um jogo dos seus próprios estúdios a cada três meses, e muitos chegaram a duvidar disso, mesmo sabemos que hoje ela possui uma forte cadeia de estúdios.

Será que a Microsoft conseguirá?

Bem, se você ainda não percebeu, até o futuro previsível, a Microsoft já ultrapassou essa meta. É hora de acordar! São tantos jogos e tantos estúdios que certamente vamos esquecer de alguns aqui, e além disso, vários jogos serão anunciados até 2020. Bem, vamos começar, já no próximo mês teremos RAD da Double Fine e The Bard’s Tale IV: Barrows Deep da inXile. Ambos novos estúdios da Microsoft, sem falar que teremos Blair Witcher (jogo inspirado no clássico filme das Bruxas de Blair).

Ainda teremos Gears 5 da The Coalition no início de setembro, um dos jogos mais importantes para o Xbox e que dispensa apresentações e The Outer Worlds da Obsidian, o título mais indicado as premiações da E3, lutou em quatro categorias e ganhou como o jogo mais original do ano. Além do mais, tem tudo para ser o que a Bethesda não tem conseguido fazer com a saga Fallout.

Já no próximo ano, 2020, seremos muito bem recebidos por Ori and the Will of the Wisps, seu antecessor foi um dos melhores jogos de todos os tempos, é uma obra de arte, incrível e esperamos sem dúvida alguma por essa nova aventura – eu compraria um console por este jogo. Além disso, temos outro também: Halo Infite – o jogo principal da Microsoft e que será lançado junto com o Xbox Scarlett.

A Double Fine volta novamente com Psychonauts 2 e é quase certo que teremos Forza Motorsport 8. Ao menos, um jogo por trimestre dos estúdios da Microsoft já está garantido. Além de que, Battletoads da Rare e Bleeding Edge da Ninja Theory devem ser lançados neste ou no próximo ano. Sem contar parcerias com jogos de terceiros ou jogos que possivelmente serão anunciados na Gamescom, X19 ou E3 2020. No caso do The Bard’s Tale IV: Barrows Deep, por exemplo, descobrimos que será lançado no Xbox One só na semana passada, um mês após a E3. É muito jogo, mas não terminamos por aqui…

Vale a pena a Microsoft investir tanto?

Será que a dona do Xbox irá ter retorno a longo prazo de tantos investimentos? Afinal, todos esses títulos devem cair diretamente no Xbox Game Pass. Muitos acreditam que o lucro da Microsoft virá caso o Project xCloud, serviço de streaming de jogos, fizer sucesso. Bem, isso não é verdade. A divisão do Xbox One bateu recorde em receita e lucros.

A estratégia, apesar de recente e temos que ter a consciência que jogos demoram anos para se tornarem reais, já começou a surtir efeitos positivos, sejam para os donos do Xbox One, ou principalmente para os assinantes do Xbox Game Pass. Além disso, está sendo positiva para as contas da empresa que parece que está comprando estúdios estratégicos e os fortalecendo-os liberando toda a criatividade de cada um deles.

E também não podemos esquecer jogos como Age of Empires, Gears Pop! e Minecraft Earth, que mostra que não é apenas no Xbox One que a “máquina de jogos” de Remond está trabalhando. Outros jogos como Minecraft Dungeons, Microsoft Flight Simulator, Wasteland 3Cuphead: The Delicious e mais tantos outros da Microsoft devem chegar também até o final de 2020 também. É muito jogo, e se o futuro já parece brilhante, o melhor de tudo é que o presente já está muito divertido. O problema é conciliar sua vida social com o catálogo do Xbox Game Pass que recebe os first party da Microsoft já no dia em que forem lançados.

Jorge Henrique
Sou advogado, jornalista e fã da plataforma Windows há cerca de 10 anos. Faço cobertura em eventos e estou diariamente atento a respeito do universo da Microsoft no que tange aos produtos para os consumidores. Respondo como editor-executivo do Windows Club. Estou no Facebook e no Instagram a sua disposição.