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Xbox falta dar o último golpe de misericórdia para “controlar” a mídia: Exclusivos

Xbox falta dar o último golpe de misericórdia para “controlar” a mídia: Exclusivos

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2013 foi um ano catastrófico para a divisão Xbox da Microsoft, o marketing confuso fez com que as notícias negativas tomassem conta da mídia e surgisse um favorecimento incontrolável ao Playstation 4, resultado: o console da Sony já conta com quase 70 milhões de consoles enviados para as lojas.

A Microsoft, por sua vez, colocou Phil Spencer no comando para arrumar a casa, e apesar do seu brilhante trabalho, ainda faltam corrigir uma última brecha: os exclusivos.

Certo, a Microsoft foi vista como a vilã da tecnologia por anos, afinal construí o tal monopólio mais invejável e mais forte com o Windows, e isso refletiu até hoje na qualificação dos seus produtos por sites “especializados“. O Windows Phone sofreu com as críticas insanas ao longo dos últimos anos até terminar onde terminou, até mesmo o próprio Windows já foi dado como morto, mas sabemos que a Apple e o Linux levaram a pior, e também sabemos que nem sempre a Microsoft foi santa.

Deixamos o passado de lado, a grande briga agora é posicionar o Xbox como um líder nos games,  mudar sua imagem inicial e para tanto acreditamos que a Microsoft precisa “controlar” a mídia para que façam propaganda gratuita em favor do Xbox. Vimos Steve Jobs fazer isso com o iPhone, e que este talvez seja o produto tecnológico com mais publicidade gratuita da história.

Phil Spencer tinha que corrigir três coisas ao assumir o novo cargo: Xbox Live, hardware do Xbox e exclusividades.

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Xbox Live: Antes com restrições “abusivas” para muitos, como os anunciados “sempre online”, política de empréstimos confusas, e até para assistir o Youtube, originalmente, precisava de assinatura Gold. Agora disso nada importa pois temos serviços como EA Access (A Sony repudiou tal serviço no seu console), Xbox Game Pass, Retrocompatibilidade, Cross-Play, Xbox Play Anywhere, preços mais convidativos que o seu principal concorrente em muitos casos no Brasil, Jogos gratuitos todos os finais de semana para testes, e muito mais.

Este erro está corrigido, e ninguém da impressa ousa falar que a PSN é melhor que a Xbox Live e seus serviços. Já tentaram até “sujar” a imagem da Retrocompatibilidade, mas a Microsoft rebateu as críticas e mostrou que tal serviço é bastante usado pelos jogadores do seu console. Notem como tanta coisa boa aconteceu com a Live.

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Xbox One X: a máquina perfeita para jogos se consideramos o seu valor de U$ 499 dólares. O Xbox One X original teve seus erros, perdeu desenvolvedores e a mídia caiu matando em cima dele. A diferença do Xbox One e o PS4, na minha opinião, é mínima, mas para a mídia o “PS4 era 50% mais poderoso“. Eu mesmo levei um ano para comprar meu Xbox One, pois as notícias era cruéis e se tudo aquilo fosse verdade eu teria comprado um PS4.

Agora, o jogo virou, o poder passou de dono e a Microsoft está no comando. A mídia agora tem que postar que os jogos estão melhores no Xbox One X e que o PS4 Pro fracassou por não oferecer melhorias significativas. As notícias são altamente positivas e ela geram muitos cliques. O “veneno” que a Sony lançou em 2013 com sua campanha de marketing está sendo entregue de volta. Notem, a Microsoft só deu o que pediram.

Mas o ponto fraco do Xbox ainda são os exclusivos

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O “Xbox é poderoso, mas cadê os jogos“? Este é a nova crueldade (e não realidade) que a marca Xbox precisa corrigir. Não, não vai ser boicotando sites, chorando aos quatro cantos ou fazendo vídeos no Youtube que vamos mudar este tipo de matéria na mídia.

A Microsoft precisa controlar a mídia, assim como fez com a Xbox Live e o Xbox One X, selar as brechas para fazer com que a mídia faça publicidade gratuita de seu console e não trabalhe contra. Por exemplo, o Digital Foundry mostrava comparativos totalmente desfavoráveis ao Xbox One original, mas ao analisar Killzone do PS4 “esqueceu ou não percebeu” que o jogo não rodava em 1080p, inclusive quando a farsa foi descoberta, a Sony chegou a ser processada. O DF foi um terror na época para o Xbox onde as resoluções falavam mais alto até mesmo do que a qualidade dos jogos… e  você acha que Microsoft fez boicote ao DF? Foi chorar para que sintam pena? Não, o DF foi o responsável por detalhar o poderoso hardware do até então Project Scorpio – lembra isso? Hoje o DF é especialista em mostrar como as versões do Xbox One X são melhores…

Mas voltando aos exclusivos … Ryse, Sunset Overdrive, Recore, Quantum Break… são ótimos jogos, para nós fãs do Xbox. Entenda, a marca Xbox, assim como as outras do ramo, tem que conquistar novos jogadores. A nossa opinião não é tão relevante nesta questão pois nós já possuímos o Xbox, a Microsoft, repito, tem que mudar a imagem da sua máquina para o público que está de fora, principalmente os mais leigos que cresceram achando que Playstation é sinônimo de videogame ou que a Steam não depende da Microsoft para que exista.

“A Microsoft precisa de um Zelda ou um Uncharted“, esta é a opinião atual da mídia, inclusive de sites “PCistas”. Não basta ter os imbatíveis Gears, Forza e Halo e ter alguns dos jogos mais comentados do ano como Destiny 2, Red Dead Redemption , Cuphead, Forza 7, PUBG, Assassin1s Creed Origins e mais. Pelo que vi,  a mídia quer mais que isso, e Phil sabe disso pois ele acompanha todas as críticas, só que ao invés de chorar, ele vai ao trabalho.

Vou contar um segredo para vocês, muitos redatores da mídia amam o Playstation e são loucos pela Sony, mas tem uma coisa que eles amam mais: cliques e dinheiro. A Microsoft tem que gerar jogos que gerem cliques, ou seja, que o público fique interessado. Entre o PS4 e os cliques, a mídia vai preferir colocar com o PS4 na fogueira, não tenha dúvida.

A mídia é muitas vezes tendenciosa? Claro, até Phil Spencer falou sobre isso com as notas de ReCore, mas é um mal que não deve ser apenas combatido, mas acima de tudo conquistado. A Microsoft já conquistou isso com a Xbox Live e o Xbox One X, e caso ela entregue os exclusivos matadores que ataquem na veia da Sony e da Nintendo será o golpe de misericórdia. Justamente o que Forza fez com Gran Turismo, ou seja, ofuscar os exclusivos do Playstation um a um. Só falta isso, repito, para o público de fora do mundo Xbox.

Jorge Henrique
Sou advogado, jornalista e fã da plataforma Windows há cerca de 10 anos. Faço cobertura em eventos e estou diariamente atento a respeito do universo da Microsoft no que tange aos produtos para os consumidores. Respondo como editor-executivo do Windows Club. Estou no Facebook e no Instagram a sua disposição.

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