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Perfect Dark comemora 20 anos!

Perfect Dark, Rare

Foi em 22 de maio de 2000, nos Estados Unidos, que os felizes proprietários de um Nintendo 64 foram capazes de descobrir o universo futurista e distópico de Perfect Dark. Considerada uma sequência espiritual do tão amado GoldenEye 007, Perfect Dark comemora seu vigésimo aniversário hoje. A oportunidade de voltarmos a este título, que está hoje no top 15 do Metacritic dos melhores jogos de todos os tempos.

Numa época em que o FPS ainda era chamado de “Doom-like”, o jogo de ação em visão subjetiva parecia destinado a brilhar no PC. A bomba Half-Life lançada em 1998 lembrou apenas a obsolescência de tentativas em consoles deste tipo de jogo. Com raras (Rare) exceções, sem trocadilhos. Em 1997, o estúdio britânico Rare publicou na Nintendo 64 um certo GoldenEye 007, a adaptação para videogame do filme estrelado por Pierce Brosnan no traje do agente Bond. O sucesso comercial e crítico que se seguiu convenceu o estúdio a apostar em FPS em consoles.Apesar da proposta ter feito muito sucesso, o estúdio preferiu criar sua própria franquia. Assim nasceu Joanna Dark, uma agente secreta que descobre os mistérios de organizações perigosas.

Parabéns Joanna Dark!

Perfect Dark no Nintendo 64 acontece em 2022. Quando sua criação começou em 1997, ainda imaginávamos que os carros voadores Blade Runner vagariam entre os arranha-céus das metrópoles, na década de 2020. À frente da equipe de desenvolvimento, encontramos Martin Hollis, que trabalhou anteriormente no GoldenEye 007. É por isso que observamos muitas semelhanças em termos de mecânica entre a aventura de Bond e a de Dark.

Os guardas têm quase a mesma inteligência artificial, o manuseio é muito próximo e os objetivos são adicionados em caso de dificuldade mais alta, como o FPS anterior produzido pela Rare. A engine do jogo em si é uma versão aprimorada da usada para o GoldenEye 007. No total, o Perfect Dark exigiu 3 anos de desenvolvimento, o que pode ser considerado o tempo de produção normal hoje, mas que foi percebido como (muito) muito tempo na época. De fato, Hollis teve que lidar com várias armadilhas durante o design, desde a saída de alguns de seus executivos até a falta de RAM no console. O Expansion Pak, um pequeno cartão para inserir no N64 para dobrar a RAM, também é obrigatório para jogar a campanha do jogo.

No entanto, estaríamos errados ao comparar o Perfect Dark com um simples reskin do GoldenEye 007. Joanna Dark realmente tem mais de um truque na bolsa. Ela tem a possibilidade de dar uma olhada discretamente para verificar o que está acontecendo em uma sala, ela tem gadgets divertidos, como a famosa mini-câmera a ser implantada para inspecionar os níveis e, acima de tudo, ela pode ser acompanhada por um (e) colega. A aventura principal pode de fato ser compartilhada por dois, graças a um inovador modo cooperativo da época. Graficamente, o jogo é um dos softs mais bonitos do N64. Os danos localizados e o sangue projetado nos corpos à medida que as lutas ocorrem geram uma boa sensação de poder ligado às armas, enquanto as músicas, que variam de acordo com o grau de perigo, mostram boas composições. No que diz respeito ao design de som, as vozes digitais em inglês trazem imersão real. Se isso faz você sorrir hoje, não era comum ouvir vozes reais nos jogos lançados na máquina Nintendo.

A história cativante e os bots de integração multiplayer mais do que completos ajudaram o Perfect Dark a se estabelecer como um dos maiores sucessos da Rare. Um plebiscito tão crítico quanto comercial que motiva a desenvolvedora a produzir um novo episódio destinado ao GameCube, antes da aquisição do estúdio pela Microsoft não o transformar em título de lançamento do Xbox 360, em 2005, sob a direção desta vez de Chris Tilston. Mesmo se suspeitarmos a Microsoft está pensando seriamente no retorno da espiã, Joanna Dark é, no momento, uma personagem que pertence ao passado.

Para aqueles que desejam (re) descobrir o trabalho da Rare, uma versão remasterizada está disponível na Xbox Store (também incluída no Rare Replay – está no Xbox Game Pass). Também possui um modo cooperativo que pode ser jogado na Xbox Live, permitindo a tela dividida. Ótimo para sentir que seu melhor amigo está jogando ao seu lado enquanto você tenta salvar o mundo.

Jorge Henrique
Sou advogado, jornalista e fã da plataforma Windows há cerca de 10 anos. Faço cobertura em eventos e estou diariamente atento a respeito do universo da Microsoft no que tange aos produtos para os consumidores. Respondo como editor-executivo do Windows Club. Estou no Facebook e no Instagram a sua disposição.