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Tecnologia da Microsoft que busca o realismo gráfico deve chegar ao Xbox One, e se distânciará das rivais

Tecnologia da Microsoft que busca o realismo gráfico deve chegar ao Xbox One, e se distânciará das rivais

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Nesta semana, entregamos a notícia de que a Microsoft quer levar os jogos para um novo nível. E, para isso, ela precisa de tecnologia que aumente o fotorrealismo em cada quadro que nosso olho visualiza. Portanto, se você já conhece o DirectX Raytracing (DXR), já está pensando em tudo o que poderá ser aproveitado em breve, quando a Microsoft lançar a tecnologia e os estúdios começarem a trabalhar nela. Porque esta nova forma de melhorar os ambientes de iluminação de um jogo fará todos aqueles que são apaixonados pelos altos níveis técnicos, alucinarem em um nível de qualidade ainda mais elevado.

Mas e se você não tem ideia do que é o DirectX Raytracing? Bem, vamos explicar o que é e por que isso deve ser importante para você. Pegue papel e lápis, ou abra o caderno, porque você vai gostar da viagem que vamos fazer. Preparado?

A chave é enganar o olho humano

Cães e gatos não jogam videogames. A realidade é que hoje os videogames são para nós, humanos. E é por isso que tudo o que acontece na tela é projetado para que nossos sentidos capturem sensações. É lógico pensar que nossa visão que deve funcionar primeiro para que nosso cérebro reconheça a cena que estamos visualizando; É importante que a audição também seja importante, mas a visão é aquela que percebe o fotorrealismo que é muito apreciado. Bem, na realidade, tudo o que o seu olho vê é uma mentira. E é que as cenas nos videogames escondem constantemente elementos que seus olhos porque não os enxergarão. Desta forma, há partes de objetos que não terminam a renderização até estarem dentro da câmera; eles economizam recursos que podem ser investidos em outras áreas.

Até aí tudo bem. No entanto, isso causa um problema e é a maneira pela qual a luz atinge uma cena em um videogame. Para entendê-lo melhor, nossos olhos não os fazem se não representam fótons de luz que o sol ou qualquer fonte de iluminação deixa saltar contra objetos. Quando esses fótons “colidem” contra uma cadeira, eles se recuperam para moldar o objeto que nosso cérebro pode entender. Você já está imaginando que para fazer tudo isso em busca de situações mais reais nos jogos será necessário um PC com um hardware poderoso, certo? Mas já vamos antecipa que o raytracing, que é o nome desta técnica, é mais acessível do que você imagina.

Perda do realismo atual

Atualmente, um dos maiores problemas que um desenvolvedor passa ao criar a iluminação de seu jogo, está no fato de que você tem que esconder itens que não estão aparecendo na tela. Quando faz isso, a luz de retorno não é mais realista, porque deixa de impactar as partes escondidas, o que torna o objeto ainda parecer uma estrutura poligonal. Não vamos esquecer que a iluminação é fundamental na representação de elementos 3D. Um bom exemplo são as animações da Disney e às suas ferramentas hyperion que fazem uso do path tracing.

A nova tecnologia da Microsoft economiza tempo e recursos em iluminação. A ideia dos americanos vai fazer a cobrança das denominadas DispatchRays que vão continuar enviando raios de luz por toda a parte da cena que o jogador possa ver, a API DirectX raytracing é responsável por informar à GPU em tempo real o que esses raios de luz deve representar. Lembre-se, a luz é o que torna os objetos reais para os nosso cérebro por meio da visão. Em outras palavras e para o leitor médio entender fácil, basicamente o motor gráfico vai enviar a iluminação completa para uma cena de modo que não haverá perda de qualidade e API Microsoft será responsável pela triagem computação desnecessária para que não afete a performance.

É claro que a melhor coisa dessa história toda não é que estamos falando de uma tecnologia pronta para ser usada em 30 anos. O DirectX Raytracing agora está disponível para diferentes estúdios e é compatível com todos os mecanismos gráficos atuais que suportam o DirectX 12. No momento, sua implementação será reduzida a reflexos e elementos que não estão sendo renderizados em cena para os jogos já existentes no momento que eles serão suportados. Nos próximos jogos que devemos uma melhor implementação disso.

Gigantes como a Nvidia ou a AMD já anunciaram publicamente seu suporte ao Raytracing e à nova tecnologia da Microsoft.

Como isso afeta o Xbox One?

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Bem, por enquanto a Microsoft não deu todos os detalhes quanto a isso, é simplesmente sabido que será compatível com todo o hardware atual, um passo  importante e intermediário para que esta API pode realmente avanaçar. Pelo menos no console base, tudo aponta para que fique em algo para elementos externos. No entanto, é provável que o Xbox One X se beneficie de mais recursos graças ao DirectX Raytracing.

Os desenvolvedores podem usar o hardware que está atualmente no mercado para usarem o DirectX Raytracing. Há também uma camada alternativa que não requer nenhum suporte de hardware específico e que permitirá aos desenvolvedores começarem a experimentar o DirectX Raytracing.

Onde parece que veremos grandes resultados a curto e médio prazo está no PC, porque graças ao DirectX 12, esta nova tecnologia já está sendo levada para outro nível, por exemplo, no Nvidia RTX. Se você quiser ver um pouco mais o que ele pode oferecer, esta demo acima criada pela Remedy com tecnologia RTX e DirectX Raytracing pode tirar você da dúvida.

Quanto aos consoles, um jogo para o Xbox One com tal tecnologia só deverá ser demonstrado na próxima E3 ou mais adiante. Contudo, já vimos alguns estúdios de terceiros usarem isso nas máquinas atuais, e só recaptulando, a tecnologia é da Microsoft. Logo, muito difícil a empresa não esbanjar todo do potencial desse início de revolução gráfica em um jogo exclusivo, e assim não só atrair os jogadores mais exigentes, mas também mais estúdios a usarem a sua tecnologia.

Claro, os rivais do Xbox One, principalmente o Playstation, não terão tais benefícios dessa nova era gráfica. A Microsoft tem mostrado  até agora que o Xbox One X, o videogame “monstro“, foi muito bem construído, e queremos ver o que um hardware poderoso com software de ponta podem fazer.

Jorge Henrique
Sou advogado, jornalista e fã da plataforma Windows há cerca de 10 anos. Faço cobertura em eventos e estou diariamente atento a respeito do universo da Microsoft no que tange aos produtos para os consumidores. Respondo como editor-executivo do Windows Club. Estou no Facebook e no Instagram a sua disposição.